Formas de Pilotagem city 2015 CVT

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Formas de Pilotagem city 2015 CVT

Mensagem por lwaclawiak em Sab Fev 06, 2016 1:25 am

Bom dia amigos, possuo um honda city 2015 EX com cambio CVT.
Rodei com ele apenas 4000km, mas desses 2500 foi em viagem e consegui aprender e entender bastante do funcionamento do cambio e conjunto de padle shifts.

Primeiro vamos entender o funcionamento de caixas de troca manuais e automaticas tradicionais.
Nesses modelos arbitramos através das marchas, qual a relação entre a rotação do motor e as rodas, e então elevamos a rotação do motor para acelerar o carro em cada marcha, até que trocamos para próxima onde o motor desacelera e necessitamos acelera-lo novamente e assim por diante.

No Câmbio CVT temos ao invés de engrenagens, uma correia metálica e duas polias metálicas, uma "ligada" ao motor e outra às rodas. Acontece que essas polias tem a capacidade de variar seu diâmetro e esse acionamento é feito por fluido hidráulico.
Dessa forma com esse câmbio é possível acelerar não śo com o motor, mas com a caixa de marcha.
Quando pisamos 100% no acelerador em modo D ou S de um city cvt ele vai levar instantaneamente a rotação para cerca de 5100 rpm e estabiliza-la enquanto o carro sobre a velocidade até cerca de 70 km/h, quando elevará ao máximo próximo a 6000rpm e continuará acelerante até que afrouxemos o pé ou o carro de KM final.

O que aconteceu no tempo em que a rotação estava estável em em 5100 e depois em 6000 giros?.
A caixa de marchas acelerou, aumentando continuamente o diâmetro da polia ligada ao motor enquanto diminuía o diâmetro da polia ligada às rodas.
É uma sensação igual um metrô acelerando, quem já andou sabe como é, deve ser o mais próximo da sensação de um carro elétrico acelerando.

Outra situação é quando arrancamos do zero em uma estrada com o pé bem leve, o carro vai estabilizar a rotação ali entre 2000 4000 dependendo do quanto aceleramos e a velocidade vai subindo constantemente até aliviarmos o pé e então se só mantemos na casquinha pro carro continuar a andar a rotação pode cair até próximo à 1800 giros à 110Km/h!
Numa comparação meu santana em 5° à 110 Km/h está à 3200 giros +-.

Entendido o conceito gostaria de explicar 4 tipos de pilotagem que são possíveis de se explorar nesse carro.


Económica:
Já logo de cara vou relatar médias obtidas na viagem que fiz, num trajeto de 900km de Erechim à SP sendo metade em pista simples e metade em pista duplicada, fiz uma média na gasolina de 18Km/L, e do anel viário de SP até Pirassununga, pela Bandeirantes percorrendo cerca de 240km andando entre 80 e 120km/h fiz espantosos 21km/l.
Uma observação é que já comprovei com 5 abastecidas que sendo 3 parciais e 2 e completas que a média do computador de bordo é extremamente precisa.

Vamos lá, método de pilotagem:
Em arrancadas, pé leve nas acelerações, sempre que possível acelere o mais suavemente que sua habilidade e paciência permitirem para cada situação, verificando pelas barras no painel qual o consumo instantâneo que está mantendo e também com o auxilio da luz do painel que se torna azul quando está gastando mais.
Em retas e aclives bem leves, mantenha o motor com o mínimo de aceleração para manter essa velocidade, novamente guiando-se com o consumo instantâneo.

Em descidas mais acentuadas temos duas opções:
Se a descida for acentuada o bastante para que o carro consiga manter ou ganhar velocidade mesmo sem aceleração nenhuma, deixar toda a descida sem acelerar, assim o consumo instantâneo vai à 99km/l, na real não se injeta nenhuma gasolina nesse período que o carro empurra o motor. Não use banguela, pois precisará de gasolina pra manter o motor ligado, além de deixar o carro menos estável.
Em adicional nesse modo drive podemos usar as borboletas para reduzir a velocidade e colar mais o carro no chão em curvas e ao entrar em acessos de menor velocidade.
Terminada a redução que pode ser acompanhada de freios e demorar o tempo que for, ao usarmos novamente o acelerador, o carro volta pro Drive normal.
Não encontrei qualquer utilidade para a borboleta de adiantar marchas, quando no modo DRIVE, pois essa assim que ativada volta ao drive em menos de 2 segundos

Segunda opção:
Acelerar bem pouco durante a descida, mantendo o consumo instantâneo acima de 20km/l, mas que com a ajuda da gravidade levará o carro até mais de 140Km/h se desejar e tiver pista pra isso.
Essa energia cinética acumulada pode ajudar na subida em diante onde poderá por um bom tempo manter o pé leve no acelerador perdendo velocidade vagarosamente até atingir o topo da subida ou a velocidade mínima que está disposto a andar, digamos 80Km/h.

Essa é a forma que consegui essas marcas de 18 e 21km/l

Pilotagem esportiva:
Pelo que percebi se pisarmos 100% no acelerador o D e o S se comportam de forma idêntica ao explicado acima, mas no modo S o motor vai ser mantido sempre com uma rotação mais alta, estando "cheio" para quando quiser acelerar sem perda do tempo do giro subir e quando entrar em curvas sem acelerar a rotação mais alta dará maior estabilidade ao carro.
O piloto automático "sabe pilotar" em D e em S, e mantém as características de cada um.

Pilotagem manual:
Utilizando os padle shifts em modo S o carro passa o seguir 7 marchas emuladas que nada mais são que sete relações pré programadas das duas polias.
Serve para matar a saudade de ouvir o barulho da progressão da aceleração do motor como em um carro manual ou automático convencional.

Piloto automático.
Com a programação desse piloto automático, achei mais útil em pistas duplicadas, com tráfego mais livre e poucas subidas.
Nessa situação, vc liga o "Cruise" leva o carro até a velocidade desejada e pressiona "set", o carro então vai se virar pra manter a velocidade desejada, o problema nas subidas é que ele não "sabe" fazer isso de forma sutil, e fica corrigindo a velocidade mesmo com uma variação muito pequena de aparentes 3km/h e subindo muito o giro pra isso, o que faz os passageiros e pilotos sentirem puxões de aceleração, intermitentes e frequentes, consumindo muito combustível tbm.

Sempre que tiver que pisar no freio o tiver pressionado cancel, pode em seguida pressionar o "res" para religar o piloto na velocidade que estava antes.

Quando em pilotagem se pressionar o -, esse só cortará a aceleração do motor e quando solto a velocidade do momento será a nova mantida, por isso não adianta pressionar o - em descidas que o carro esteja passando da velocidade programada, pois não surtirá qualquer efeito.

Falta na programação do piloto automático, utilizar reduções de freio motor para não ultrapação a velocidade desejada em descidas muito ingrimes, mas isso pode ser feito manualmente pelas borboltas sem que desligue o piloto automático.

Acho que é isso que consegui perceber nesses 4000km.

Segue um video sobre o cambio CVT:
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Espero que ajude os amigos!



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Re: Formas de Pilotagem city 2015 CVT

Mensagem por angelo Roncally em Sab Fev 06, 2016 1:40 pm

excelente relato.. parabens.

angelo Roncally

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